Hran tem 19 leitos de UTI bloqueados, denuncia Coren-DF

Hran tem 19 leitos de UTI bloqueados, denuncia Coren-DF

 (crédito: Material cedido ao Correio )
(crédito: Material cedido ao Correio )

Dos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte, 19 estão bloqueados. A denúncia é do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) que, em parceria com o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro) realizou uma fiscalização no local nesta quinta-feira (19/11). Segundo a entidade, apenas um leito da unidade está apto a receber paciente em estado grave.

A fiscalização foi feita após as entidades receberem denúncias sobre a falta de insumos para o acolhimento e acompanhamento dos pacientes durante a internação no hospital. Segundo o conselho, as denúncias foram confirmadas e a situação do hospital é crítica. “Faltam luvas para os profissionais, pacientes estão sendo transferidos para outras instituições particulares”, informou o Coren.

Com essa situação, segundo o conselho, o HRAN está sem receber pacientes. “O que causa estranheza é que essas pessoas estão sendo transferidas para outras instituições, para instituições privadas, para o Hospital de Campanha da Polícia Militar, onde o custo para o atendimento e tratamento desses pacientes é muito mais caro”, comenta o presidente do Coren-DF, Dr. Marcos Wesley.

Explicações

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que o Hran “está desmobilizando os leitos de UTI Covid, UCI e de enfermaria para retomar o atendimento ao público geral, na próxima semana. As áreas precisam ser preparadas para essa transição. A unidade hospitalar continuará com área reservada para atendimento de Covid, sendo 20 leitos de UCI, 38 de enfermaria e 60 leitos de observação, totalizando 118 leitos.”

Em relação a falta de insumos, a pasta informou que “devido ao uso intenso no período de pandemia e a escassez de produtos no mercado nacional e internacional, podem ocorrer faltas localizadas e momentâneas, que são resolvidas por meio de remanejamento a partir de áreas que estão melhores abastecidas.” Além disso, a SES afirma que existem processos de aquisição regular e emergenciais em andamento.

 

Informações do Correio Braziliense

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