DF continua com maior índice de mortes por 100 mil habitantes no país

Além de ser a unidade da Federação com o maior índice de óbitos pela doença, o DF mantém a segunda maior incidência de casos

Paciente em maca e profissionais de saúde
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ainda que de outubro a novembro, a média móvel de mortes por Covid-19 no DF venha oscilando, com momentos de queda, estabilidade e algumas altas, a capital do Brasil é a unidade da Federação com a maior incidência de mortes pela doença por grupo de 100 mil habitantes.Com o índice de 130, supera o Rio de Janeiro, que tem taxa de 129. Roraima está na terceira posição, com 119.

Além de ser a unidade da Federação com o maior índice de óbitos pela doença, o DF mantém a segunda maior incidência de casos para cada 100 mil habitantes. São 7.491 contra 10.303 de Roraima, primeira colocada no ranking.

A média móvel de mortes por Covid-19 no Distrito Federal está estável há três dias, contabilizando oito óbitos a cada 24 horas, 11% a menos que a taxa registrada nos 14 dias imediatamente anteriores.

Em reunião realizada com a Liga dos Empresários do Distrito Federal (Lide-DF), o governador Ibaneis Rocha (MDB) comentou a chegada de uma eventual segunda onda do novo coronavírus.

“Nossas equipes da Saúde, assim como foi feito quando apareceu a pandemia, estão profundamente preparadas. Temos leitos hospitalares e não teremos nenhum problema se vier uma segunda onda. O que a gente espera, realmente, é que, antes dessa segunda onda, a gente consiga uma vacina, seja lá de onde vier, para que a gente possa imunizar a população de forma geral”, disse Ibaneis.

DF no mundo

Com o índice de morte nas alturas, a capital do Brasil entra em um ranking ainda mais assustador: só perde para a Bélgica em óbitos a cada milhão de moradores.

Os números foram levantados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base nos últimos levantamentos do Painel Coronavírus, divulgado pelo Ministério da Saúde, e da Universidade de Johns Hopkins.

Com taxa de 1.300, DF fica atrás do país do leste Europeu, que tem taxa de 1.385. San Marino fica na terceira posição, com índice de 1.296.

“É assustador. Optamos por uma estratégia fora do que éramos acostumados a fazer, e pagamos caro por isso. No Brasil, em todos os estados, temos um sistema incrível de vigilância epidemiológica, que deveria ter sido usado, mas encostamos ele”, disse o professor Paulo Ângelo Alves Resende, do Observatório de Predição e Acompanhamento da Epidemia Covid-19 da Universidade de Brasília (PrEpidemia). “Fizemos uma escolha e pagamos um preço muito alto por ela”, continuou.

No último boletim publicado pelo observatório, no dia 11 de novembro, os 26 pesquisadores envolvidos do projeto ressaltaram que o governo local deve buscar maior eficiência e efetividade nas ações de enfrentamento. “Para o DF, há tendência de continuidade na redução dos casos. Contudo, recomenda-se a intensificação da vigilância epidemiológica, pelo governo, e da atenção às medidas de controle, por parte da população, a fim de evitar aumento de casos.”

Informações Metrópoles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.