sábado, 16 outubro de 2021
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Brazlândia – DF

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1° Concurso Fotográfico de Brazlândia

7 Mins read

Esse ano tive a ideia de criar ‘I Concurso Fotográfico de Brazlândia-DF, edição – 2021’, que tem como público-alvo estudantes e amantes da fotografia. O isolamento social mesmo sendo fundamental para a contenção da pandemia, pode coexistir com formas criativas que gerem deslocamentos e circuitos que amenizem a sensação de clausura, principalmente, sentida entre os mais jovens que são os que mais sofrem nesse momento singular da história da humanidade. O estresse e a depressão são intensificados pela falta de interação social ‘real-oficial’ e não deve ser estritamente virtual, entende? Existe a liberação de endorfina e serotonina em atividades ao ‘ar livre’, que uma simples caminhada pela cidade pode proporcionar. Nesse sentido, esse projeto fotográfico visa atuar nessa questão, no deslocamento urbano e nos seus benefícios subsequentes: valoração do lugar em que se vive e, também, no bem-estar. De certo modo, a criação desse projeto fotográfico para Brazlândia produz roteiros específicos segundo àqueles que desejam mostrar suas impressões ao seu redor, visa apresentar de modo criativo roteiros pessoais de sua própria realidade em questão, entretanto, nada impede que os alunos possam se organizar em grupos para fazer um ensaio fotográfico, né verdade? Há de se pensar alternativas de interação com a própria cidade e nesse sentido, jovens e amantes da fotografia, no geral, podem elaborar roteiros fotográficos que gerem registros de fotografias da nossa cidade como tema central, seja: cotidiano, patrimônio histórico, fotojornalismo, arquitetura, retrato, fotografia artística, fotografia de paisagem, autorretrato etc. Ainda, vinculei esse projeto artístico aos documentos legais que regem a pratica de ensino de artes, com intenção de que esse projeto possa ser apropriado por esses profissionais que atuam em sala de aula em escolas de Brazlândia. Segundo os documentos que norteiam a prática de ensino há previsão  do estudo do patrimônio histórico e o reconhecimento de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas diversas manifestações artísticas da culturas local. Além disso, desenvolver a criatividade e o senso crítico é uma das prerrogativas a serem alcançadas pelos alunos, considerando as diretrizes de ensino prevista no BNCC (Banco Nacional Comum Curricular). Parece complexo? Contudo, a sua fotografia pode ser a síntese dessa resposta que buscamos, bora lá?!

A respeito desse trabalho voltado especificamente para o ‘I Concurso Fotográfico de Brazlândia-DF edição 2021’, reuni profissionais experientes e com notável trajetória no campo das artes visuais e educação. Ao longo dos últimos 15 anos me dediquei ao ofício da artes e meu interesse por esse trabalho cultural para Brazlândia convergiu junto ao olhar desses importantes artistas que compõe a equipe técnica: Guto Valentin, Janayna Lavor e Lauro Gontijo.

Inicialmente a minha formação em artes visuais se deu na Universidade de Brasília, mas em 2008 mudei para Florianópolis e conclui minha formação na Universidade do Estado de Santa Catarina. Depois da minha volta para o Distrito Federal trabalhei em projetos de arte-educação no Museu da República, na Caixa Cultural, na Funarte, no Espaço Cultural Athos Bulcão, no Polo de Arte e Cultura de Brazlândia e na Biblioteca Nacional de Brasília. Em 2019 entrei para a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes com o intuito de fazer uma segunda graduação voltada ao campo da licenciatura, o que me habilita a atuar como professor de artes nas escolas. Essa formação complementar se deu porque percebi que o mercado de trabalho para artistas visuais no Brasil, de modo geral, é bastante limitado e nem sempre há demanda de trabalho disponível, bem como, os salários nem sempre são atrativos e demora-se bastante tempo até alcançar reconhecimento nessa área isso quando chega. Como artista visual já realizei quase 30 exposições coletivas pelo Brasil, além da exposição individual ‘A cor dos meus sonhos’ (2018) em que comemorei mais de 10 anos de intensa produção artística. Em 2018 fui convidado para supervisionar o educativo do projeto ‘Eu Leitor’ que aconteceu na Biblioteca Nacional de Brasília, e nessa oportunidade pude orientar e mostrar um pouco da minha experiência para jovens artistas e estudantes universitários. Atualmente, possuo obras em acervos privados de amantes da arte localizados em Buenos Aires, Londres e Cidade do México, além do Distrito Federal.

Na pandemia, ‘rodou um filme’ sobre minha atuação no campo das artes visuais e me dei contar que nem sempre tive espaço dentro da minha própria cidade natal, pelo contrário, esse projeto fotográfico que estou realizando agora passou por diversas reuniões e parecia que tudo indicava que não teria apoio para realização desse trabalho. No entanto, continuo persistindo com essa ideia e ainda estou construindo parcerias que possam dar suporte para seguir em frente com esse projeto. A minha história com a fotografia aconteceu de modo incidental, em 2005, no dia em que fazia aniversário, fui ao Conjunto Nacional comprar algum presente para mim e acabei sendo ludibriado a comprar uma máquina fotográfica por um camelô que ficava próximo ao shopping (risos). Naquele ano, as câmeras fotográficas digitais não eram populares, e sequer existia smartphones que tivessem um dispositivo fotográfico tão avançado como temos hoje. Em 2008, ano que me mudei para Florianópolis fui até uma cidade do interior de Santa Catarina a convite de um amigo e conheci uma cidade na qual existia muitos estabelecimentos voltados ao ramo de foto e vídeo, acabei adquirindo uma câmera digital da Sony. No ano seguinte foram lançados modelos de maquinas digitais semiprofissionais da Nikon e adquiri uma dessas máquinas. Com ela registrei muitas fotos nos quais me inscrevi em alguns concursos fotográficos voltados para estudantes e fotógrafos iniciantes.

Hoje em dia as câmeras digitais estão incorporadas aos smartphones e desempenham um papel bastante satisfatória, se somadas aos app’s de edição de imagem, além de filtros, todo e qualquer cidadão pode tirar uma boa foto, basta poder, digamos assim, desde que tenha um celular disponível à mão e um ‘olhar treinado’, mas isso é bastante subjetivo. Tirar foto virou hobby nacional, quase todo brasileiro adora postar fotos do prato que comeu ou uma selfie ou uma foto de uma paisagem ou um pôr do sol, ou algumas dessas opções, senão todas essas. Essa popularização da fotografia é algo que vejo com certo otimismo, já que antigamente, revelar um rolo fotográfico nem sempre era fácil, barato, prático; hoje em dia a fotografia tem sido um recurso de registro bastaste utilizado e denota muito do interesse de quem clica e posta.  

Por meio desse projeto fotográfico visamos criamos uma plataforma no Instagram que possa receber as inscrições feitas pelos alunos da rede pública/privada de ensino de Brazlândia, pois sabemos que o estudo da fotografia faz parte do conteúdo previsto a ser ministrado nas escolas de educação básica, que engloba o ensino fundamenta II e ensino médio.

Finalizando, esse projeto valoriza-se pelo trabalho especializado de seu corpo técnico que garantirá sua plena execução. Segue o nosso cartaz e acessando nosso Instagram você pode ler o regulamente e inscrever até duas fotos, que tal? Nos siga lá e manteremos vocês sempre informados. Até logo! Sobre o evento ‘I Concurso Fotográfico Brazlândia – DF’:

Inscrições na bio da nossa página: https://www.instagram.com/ifotobraz/. Qualquer dúvida escreva ou nos procure nos canais de comunicação descrito no cartaz. Vamos fotografar?!

Curadoria: Thiago Magalhães (Contato: 61.99304-6528

Organização e projeto gráfico: Lauro Gontijo

Comissão: Janayna Lavor e Guto Valentin

Fotógrafo convidado: Antônio Marques

Apoio de gestão: Espaço Cultural da 35, Conselho de Cultura de Brazlândia – DF e Administração (Jesiel, Duarte e Nataniel).

Apoio financeiro: Neguinho Fest Food, Clínica Veterinária Veredas, Supermercado Bom de Comprar, Churrasquinho do Maranhão, Churrasquinho do Rodinho, Drª Loraynne e Point do Zé.

Sobre Thiago Magalhães: nascido em Brazlândia – DF, é bacharel em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina, licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e artista com mais de 15 anos de trajetória. É, também, curador independente e recentemente foi curador da Exposição ‘Cores do Cerrado’ a convite da gerência de cultura do Guará para realização dessa mostra que comemorou os 52 anos de aniversário da cidade do Guará-DF.

Página pessoal no Instagram: https://www.instagram.com/thiagoaraujoclaus/.

Sobre Lauro Gontijo: natural de Brazlândia – DF, onde reside atualmente, Lauro Gontijo (39) é artista plástico formado pela Universidade de Brasília, e designer gráfico autodidata. Vem se aprimorando em ambas expertises desde 2007. Gontijo tem exibido seus trabalhos com frequência em mostras de Brasília e Goiânia. Destaque para a mostra Jardins, sua primeira individual em janeiro de 2020 (Vila Cultural Cora Coralina, Goiânia – GO) e Prêmio Marcantônio Vilaça 2009 (Funarte), com proposta intitulada A cara de Brasília. Por meio de suas pinturas à óleo tem procurado refletir sobre a paisagem urbana e a experiência humana nesse contexto, captadas através de seus deslocamentos cotidianos.

Sobre Guto Valentin: artista multimeios. Em 2008 conclui o curso de licenciatura em artes visuais na Faculdade de Arte Dulcina de Moraes. Guto Valentin trabalha com linguagens diversas, como a música experimental, o cinema, a fotografia e a pintura. Atualmente integra o grupo Indigestão, que mistura culinária e artes visuais. Professor de arte na secretaria de ensino do DF e morador de Brazlândia desde 2014, considera-se um ser humano veredino, cerratense e cantabile.

Sobre Janayna Lavor: graduada em Pedagogia e Educação Artística, atuou como professora Alfabetizadora e Arte Educadora junto à Rede Pública de Ensino nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Atua como autônoma desenvolvendo projetos e peças gráficas em diversos formatos e linguagens, banners, layouts e criação de logos e ilustrações.

Matéria escrita: THIAGO MAGALHÃES

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